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1.1.            Denominação do Município

O povoado “Buriti” foi assim nomeado devido a um considerável número de Buritizeiros que tinha na região e, principalmente, nas margens da vicinal que ligava o povo ao município de São Sebastião. Após o desmembramento do município de São Sebastiao do Tocantins, o Decreto Nº 01/89, no seu Artigo 4º deu nome à nossa querida cidade: Buriti do Tocantins.

1.2.            Ato de Criação

A Lei Estadual Nº 10.424 de 3 de janeiro de 1988, deu emancipação política ao Distrito de Buriti, com o topônimo de Buriti do Norte, desmembrado do município de São Sebastião do Tocantins, no seguinte ano foram convocadas eleições gerais para dia 16 de abril. O município foi instalado no dia 1º de junho de 1989 com a posse do primeiro prefeito e da câmara de vereadores.

1.3.            Evolução Histórica, Urbanização e Ocupação do Campo

Antes mesmo de se tornar município, o território de Buriti do Tocantins, hoje pertencente a região denominada do Bico do Papagaio, também foi palco de intensos conflitos agrários com a chegada de grileiros de terras vindos do Pará e Goiás. O Bico do Papagaio, foi marcado por acirrados conflitos pela posse da terra durante as décadas de 70 e 80, opunham-se de um lado os trabalhadores rurais da região noroeste do país que chegaram a partir da década de 50 em busca de terras devolutas e de outro lado fazendeiros e investidores da região centro sul do país, motivados pelos incentivos fiscais oferecidos pelo governo federal como forma de promover a ocupação da Amazônia. Durante este período, a grilagem, a expropriação violenta das famílias, as perseguições e assassinatos dos posseiros foram práticas correntes.

Em função destes acontecimentos, a população de nossa região passou a se organizar transformando numa das regiões do Estado com maior poder de mobilização e de articulação, capaz de enfrentar problemas, não somente do ponto de vista das organizações da sociedade civil, mas também nas questões de organização da produção.

Na segunda metade dos anos 80 o governo federal, através do INCRA, iniciou de fato as ações da reforma agrária na região, desapropriando latifúndios improdutivos. Os primeiros assentamentos foram implementados nos municípios de Esperantina e São Miguel do Tocantins. Na segunda metade da década de 90, com o aumento expressivo no número de famílias assentadas, as organizações dos trabalhadores rurais, já consolidadas e amadurecidas pelos anos de luta, passam a reivindicar e negociar políticas públicas voltadas para o fortalecimento da agricultura familiar. Em resposta a essa demanda, o Governo Federal passou a liberar recursos para o crédito rural destinado à agricultura familiar através de linhas principais: PROCERA, FNO e PRONAF. A luta pela terra evoluiu para a defesa do desenvolvimento rural sustentável centrado na agricultura familiar. A partir de 2001, como reflexo do projeto de desenvolvimento nacional para o eixo Araguaia-Tocantins, apresentado pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governo estadual elaborou projetos estaduais nas áreas de energia, transporte e plantio de monocultura, um deles é o PDRI – Programa de Desenvolvimento Rural Integrado do Bico do Papagaio que visa à implantação de lavouras de soja numa área de 400.000 hectares, ao longo dos rios Tocantins e Araguaia.

Buriti hoje tem três assentamentos Rurais (PA Sossego, PA Boa Sorte e PA Canaã), com 110 famílias assentadas. É sede do Povoados: Vila União, Barro Branco e do Distrito de Ferreirópolis, popular Centro dos Ferreiras. Ações do executivo municipal no ano de 2007, fizeram surgir o Bairro Buriti Novo, às margens da TO-201, aumentando significativamente os domicílios urbanos.

A maioria dos agricultores familiares produzem os alimentos básicos como a atividade econômica principal (arroz, feijão, milho e mandioca). Também trabalham na bovinocultura de dupla aptidão e extrativismo, especialmente do babaçu.

Cada vez mais os agricultores estão deixando de produzir apenas para subsistência, estão cada vez mais escoando a produção, principalmente com o incentivo dos Programa de Aquisição de Alimentos do governo Federal em especial o Compra Direta Local, que é ajuda considerável para aumento da renda familiar e para complemente da alimentação de 10(dez) instituições beneficiadas e injeta em média R$ 90.000,00 (noventa mil reais) anuais na economia do município.

Os 04(quatro) laticínios instalados no município e 02(dois) instalados em Augustinópolis, também incentivam a bovinocultura de leite como atividade principal da grande maioria dos produtores rurais, sejam eles agricultores familiares, pequenos ou médios produtores.

1.4.            Limites

O município limita-se ao norte com São Sebastião do Tocantins, sua cidade mãe; ao sul com o município de Augustinópolis; ao leste com o município de Sampaio e o estado do Maranhão, neste ponto tendo como divisão as águas do Rio Tocantins; e a oeste com o município de Araguatins.

2. Características Físicas

Extensão Territorial: 251,92 km²

Região Administrativa do Estado: Extremo Norte do Tocantins

Latitude: 05º18’56”

Longitude: 48º13’45”

Altitude: 205m acima do nível do mar

Clima: Tropical úmido sub úmido

Precipitação média anual: 1.500mm

Solo Predominantemente: lato solos

Vegetação: Floresta ombrófila aberta com predominância de palmeiras

Relevo Predominantemente: planícies

Limites do Município:

            Norte: São Sebastião do Tocantins

            Sul: Augustinópolis

            Leste: Sampaio e Estado do Maranhão

            Oeste: Araguatins

Distância da Capital do Estado: 657km

Temperatura média anual: 26,5° C

Bacia Hidrográfica: Rio Tocantins

2.1.            Infraestrutura

Energia Elétrica

O município possui cerca de 2209 domicílios[1] com energia elétrica o que representa 98,92% dos domicílios, incluindo os domicílios da Zona Rural (povoados e agrovilas) onde o índice de domicílios com energia elétrica chega a 99,27%.

Telefonia e Internet

            Somente em 2009 o sinal de telefonia móvel chegou em Buriti do Tocantins. Na atualidade, os buritienses têm a sua disposição o sinal das operadoras de telefonia móvel Oi e Vivo, além do serviço de telefonia fixa da Oi.

            Com a chegada da telefonia a Operadora Oi, na época ainda Brasil Telecom, também ofereceu o sinal ADSL de Internet para as linhas fixas e disponibilizou acesso móvel com rede 2G aos dispositivos móveis. A operadora Vivo também disponibiliza sinal 2G em sua rede móvel.

Transporte

            À aqueles que desejam deslocar-se para as cidades vizinha existem serviços de taxistas particulares e linhas de Vans da Cooperativa de Transportes Alternativas do Tocantins – COOTINS. Existem também uma linha rodoviária da empresa Tocantins cujo o percurso é de Esperantina a Palmas; e a empresa de turismo Gabriele Day, faz o trajeto de Esperantina a Goiânia – GO.

            O principal meio de transporte utilizado pelos buritiense para deslocamentos na cidade são as motocicletas que, segundo o último Censo, chegam a 1040, e cerca de 174 automóveis populares.

 

 

3. Aspectos Populacionais

3.1.            Características Gerais da População

A população buritiense é bastante miscigenada. É um povo batalhador que, como na maior parte do mundo, sofre com a má distribuição de renda. O PIB per capta do município é de R$ 4.695,05[2].

            Atualmente 9.768 buritienses estão distribuídos em 251,92 km², o que resulta em uma densidade demográfica de 38,77 hab/km². Não que seja motivo de orgulho, mas apesar das dificuldades sociais, 6.898 buritienses estão alfabetizados, o que corresponde a um percentual de 70,61%, praticamente a mesma média nacional. Cerca 30% da população está matriculada, sendo 9% de matrícula na pré-escola, 71% de matrícula no ensino fundamental e 20% de matrículas no ensino médio.

A grande maioria da população, 76,30% reside na zona Urbana e 23,7% moram em Agrovilas e povoados. Cerca de 50,56% da população é composta pelo sexo masculino e 49,44% é do sexo feminino.

            Segundo a pesquisa do IBGE a característica da população buritiense por raça está dividida conforme o gráfico 1.

Gráfico 1 – População por raça

            Veja na tabela 1 os dados da população buritiense por sexo e faixa etária. Observe que o número de homens e mulheres é praticamente o mesmo e que a população é bastante jovem, pois 68,8% da população tem de 0 a 34 anos. E apenas 11% está acima dos 55 anos.

Tabela 1 - População por faixa etária e sexo

Faixa Etária

Sexo

Total

Homens

Mulheres

0 a 4 anos

377

341

718

5 a 14

1098

1030

2128

15 a 24

1133

1082

2215

25 a 34

782

777

1559

35 a 44

516

542

1058

45 a 54

410

400

810

55 a 64

253

312

565

65 a 100

301

269

570

Total

4870

4753

9623

3.2.            Saúde

As ações de Saúde no município são acompanhadas e deliberadas pelo Conselho Municipal de Saúde. O município conta com a seguinte estrutura física:

  • Pronto Atendimento:Apresenta 17 leitos, mas está sendo transformado em Hospital de Pequeno Porte (HPP), obras de ampliação e adequação já iniciadas.
  • Unidades de Saúdes:Há duas unidades no centro da cidade, comportando as quatro equipes de saúde sendo 2 de Estratégia Saúde da Família e duas EACS (Equipe de Agentes Comunitários de Saúde), e ainda um posto de saúde no Povoado chamado “Centro dos Ferreira” onde tem uma equipe de Estratégia Saúde da Família, na qual a mesma atende toda a Zona Rural, prestes a ser inaugurada.
  • Laboratório de Análises Clínicas Municipal:Localizado na Unidade de Saúde onde não está sendo realizado exames por problemas técnicos. Mas quando está em total funcionamento era realizado exames de Hemograma Simples, EPF, EAS, BHCG, teste de gravidez, etc.
  • Consultório Odontológico Modalidade II: Situado no Centro de Saúde Dona Edmunda, comporta seis equipamentos e uma cadeira. O município conta ainda com outro consultório na Unidade Básica Dr Menezes, mas por falta de profissional odontólogo não está em funcionamento.
  • Odontológicos completosdevido à presença de uma Técnica em Higiene Dental (THD) que juntamente com o Cirurgião–Dentista desenvolvem suas atividades.
  • Farmácia Municipal:Localizada ao lado das UBS junto da Equipe NASF disponibiliza remédios controlados e os mais receitados para o tratamento das afecções mais comuns do município
  • Equipe NASF: Funciona em um prédio ao lado das UBS, onde comporta Farmácia Básica, Fisioterapia, Vigilância Sanitária e garagem.
  • CAPS: O município acaba de cadastrar o Centro de Apoio Psicossocial no Cadastro Nacional de Estabelecimentos e os profissionais já estão recebendo capacitação para colocar o CAPS I em funcionamento.
  • Secretaria Municipal de Saúde:Comporta também a Regulação Municipal, Coordenação de Endemias, Sistema de Informação em Saúde Municipal.
  • Frota de duas ambulâncias convencionais, uma ambulância Du cato, uma caminhonete e duas motos.

3.3.            Saneamento Básico[3]

A maioria absoluta da população buritiense em geral recebe água em casa da rede pública, são 92,7% contra 7,3% que são abastecidos de poços, nascentes ou outros meios. Mas quando analisamos os dados separando zona rural de zona urbana notamos uma efetividade maior do uso de água da rede pública na zona urbana, que chega a 98,9% e na zona rural o uso cai para apenas 72,3%.

O município de Buriti realiza regularmente na zona urbana e em parte da zona rural a coleta de lixo, dessa forma 83,5% dos domicílios são atendidos com coletado do lixo; 9,3% queimam e 7,3% jogam em céu aberto. Mas uma vez, quando comparamos os números da zona rural separadamente apenas 47,6% coletam o lixo, 26,1% queimam e 26,3% jogam em céu aberto.

Como no município não possui um sistema de esgoto, o destino dos dejetos é mais preocupante, pois os números positivos são mais baixos: na zona urbana 91,8% utilizam fossa como destino dos dejetos e 8,2% jogam os dejetos em céu aberto; na zona rural 54,9% usam como destino dos dejetos a fossa e 45,1% fazem do céu aberto o destino dos dejetos; em números gerais ficam 83,1% em fossa e 16,9% em céu aberto.

 

4. Aspectos Socioeconômicos

4.1.            Renda e Ocupação

A renda per capita média de Buriti do Tocantins cresceu 187,88% nas últimas duas décadas, passando de R$ 99,71, em 1991, para R$ 145,99, em 2000, e para R$ 287,05, em 2010. Isso equivale a uma taxa média anual de crescimento nesse período de 5,72%. A taxa média anual de crescimento foi de 4,33%, entre 1991 e 2000, e 6,99%, entre 2000 e 2010. A proporção de pessoas pobres, ou seja, com renda domiciliar per capita inferior a R$ 140,00 (a preços de agosto de 2010), passou de 83,09%, em 1991, para 68,25%, em 2000, e para 40,34%, em 2010.

Em 2010, das pessoas ocupadas na faixa etária de 18 anos ou mais do município, 36,53% trabalhavam no setor agropecuário, 0,00% na indústria extrativa, 4,38% na indústria de transformação, 5,61% no setor de construção, 0,90% nos setores de utilidade pública, 7,45% no comércio e 41,28% no setor de serviços.

Entre 2000 e 2010, a taxa de atividade da população de 18 anos ou mais (ou seja, o percentual dessa população que era economicamente ativa) passou de 56,15% em 2000 para 52,03% em 2010. Ao mesmo tempo, sua taxa de desocupação (ou seja, o percentual da população economicamente ativa que estava desocupada) passou de 4,54% em 2000 para 13,57% em 2010.

4.2.            Evolução do Índice de Desenvolvimento Municipal - IDHM

De 1991 a 2010, o IDHM do município passou de 0,269, em 1991, para 0,627, em 2010, enquanto o IDHM da Unidade Federativa (UF) passou de 0,493 para 0,727. Isso implica em uma taxa de crescimento de 133,09% para o município e 47% para a UF; e em uma taxa de redução do hiato de desenvolvimento humano de 51,03% para o município e 53,85% para a UF. No município, a dimensão cujo índice mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,502), seguida por Longevidade e por Renda. Na UF, por sua vez, a dimensão cujo índice mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,358), seguida por Longevidade e por Renda.

Buriti do Tocantins ocupa a 3534ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o IDHM. Nesse ranking, o maior IDHM é 0,862 (São Caetano do Sul) e o menor é 0,418 (Melgaço).

Tabela 2 Índice de Desenvolvimento Humano Municipal e seus componentes

IDHM e componentes

IDHM Educação

0,601

% de 18 anos ou mais com ensino fundamental completo

47,86

% de 5 a 6 anos frequentando a escola

88,37

% de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental

90,98

% de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo

60,96

% de 18 a 20 anos com ensino médio completo

29,34

IDHM Longevidade

0,713

Esperança de vida ao nascer (em anos)

67,76

IDHM Renda

0,575

Renda per capita (em R$)

287,05

Fonte: PNUD, Ipea e FJP

 

 

Tabela 3 - Habitações existentes segundo o tipo e localização

Tipo de Casa

Zona Urbana

Zona Rural

Quantidade

%

Quantidade

%

Tijolo/Adobe

1288

75,4

397

       75,2

Taipa revestida

54

3,2

5

          0,9

Taipa não revestida

219

12,8

91

       17,2

Madeira

147

8,6

35

          6,6

Material Aproveitado

1

0,1

0

              -  

Total

1709

76,4

528

23,6

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde

 

[1] Fonte: Secretaria Municipal de Saúde

[2] IBGE

[3] Fonte: Secretaria Municipal de Saúde

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